Resident Evil 2026 pode ter a maior estreia da história da franquia

Resident Evil 2026, novo filme dirigido por Zach Cregger

Resident Evil 2026 ainda nem chegou aos cinemas, mas já está prestes a conquistar um recorde que a franquia mantém há 16 anos.

As primeiras projeções de bilheteria apontam para uma estreia de aproximadamente US$ 35 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Segundo o Deadline, porém, as vendas iniciais de ingressos foram fortes e existe a possibilidade de o resultado subir para perto de US$ 50 milhões.

Mesmo no cenário mais conservador, já seria suficiente para estabelecer a maior abertura de um filme de Resident Evil na história do mercado norte-americano.

O recorde pertence atualmente a Resident Evil 4: Recomeço, lançado em 2010, que arrecadou US$ 26,65 milhões em seu primeiro fim de semana.

E talvez a parte mais interessante seja justamente esta: o filme que pode finalmente superar essa marca não tem Leon, Claire, Jill ou Chris como protagonista.

Depois de várias tentativas de reinventar Resident Evil nos cinemas, uma história completamente nova pode acabar entregando justamente a maior estreia que a franquia já teve.

Resident Evil 2026 pode quebrar um recorde de 16 anos

O desempenho projetado coloca o novo Resident Evil em uma posição inédita para a franquia.

Resident Evil 4: Recomeço continua sendo, desde 2010, o filme da série com a maior abertura no mercado norte-americano, com US$ 26,65 milhões.

Resident Evil 3: A Extinção aparece logo atrás, com aproximadamente US$ 23,7 milhões, enquanto Resident Evil 2: Apocalipse abriu com pouco mais de US$ 23 milhões.

Até mesmo os capítulos posteriores estrelados por Milla Jovovich ficaram abaixo dessas marcas.

Já Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, lançado em 2021 como uma tentativa de aproximar os filmes dos games, estreou com apenas US$ 5,3 milhões nos Estados Unidos e Canadá.

Agora, as projeções colocam Resident Evil 2026 consideravelmente acima de todos eles.

O tracking mais recente citado pelo Deadline aponta para cerca de US$ 35 milhões, enquanto a força das primeiras vendas de ingressos abre espaço para um resultado ainda maior.

Uma projeção anterior da Boxoffice Pro já trabalhava com uma faixa entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões.

Ainda são estimativas, claro.

Mas todas apontam na mesma direção: o novo Resident Evil chega aos cinemas com um interesse muito maior do que os filmes recentes da franquia conseguiram gerar.

Por que o novo Resident Evil está chamando tanta atenção?

Parte da resposta provavelmente está atrás das câmeras.

O novo filme é dirigido por Zach Cregger, responsável por Noites Brutais e A Hora do Mal.

Nos últimos anos, Cregger se tornou um dos nomes mais comentados do terror moderno, especialmente pela maneira como mistura tensão, violência, humor e mudanças inesperadas de direção em suas histórias.

Resident Evil será sua primeira experiência comandando uma franquia desse tamanho.

E a Sony parece bastante interessada em vender o filme não apenas pelo nome Resident Evil, mas também pela presença do diretor.

A combinação é importante.

A franquia já possui uma base gigantesca formada pelos jogadores, enquanto Cregger pode ajudar o longa a alcançar também o público que acompanha terror contemporâneo mesmo sem qualquer ligação especial com os games.

É justamente essa expansão para além dos fãs mais dedicados que pode determinar se a bilheteria ficará perto dos US$ 35 milhões ou realmente avançará em direção aos US$ 50 milhões.

O filme não adapta nenhum dos jogos diretamente

Austin Abrams como Bryan em Resident Evil 2026
Austin Abrams interpreta Bryan, protagonista da nova história de Resident Evil. Imagem: Sony Pictures.

Resident Evil 2026 também toma uma decisão diferente de algumas adaptações anteriores.

A história é completamente nova.

O protagonista é Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador de materiais médicos que recebe uma missão e acaba envolvido em uma noite de completo caos.

A própria Sony descreve o projeto como uma reinvenção da franquia.

Isso significa que o filme poderá utilizar criaturas, conceitos, ambientes e elementos conhecidos dos jogos sem precisar reconstruir exatamente a trajetória de Leon Kennedy, Jill Valentine, Chris Redfield ou Claire Redfield.

A escolha pode parecer arriscada para uma adaptação de videogame.

Por outro lado, também elimina um problema recorrente.

Quando um filme tenta reproduzir diretamente uma história conhecida, cada mudança inevitavelmente passa a ser comparada com o material original.

Cregger escolheu outro caminho: preservar a sensação de Resident Evil sem obrigatoriamente refazer um Resident Evil específico.

Raccoon City continua no centro do pesadelo

Raccoon City no filme Resident Evil 2026
Raccoon City volta a ser palco do caos no novo Resident Evil. Imagem: Sony Pictures.

Mesmo com personagens inéditos, a ligação com os games está longe de desaparecer.

Bryan acaba chegando a Raccoon City durante sua jornada.

E o próprio Zach Cregger já explicou que sua inspiração está muito mais relacionada à experiência de jogar Resident Evil do que à tentativa de reproduzir uma trama específica.

Segundo o diretor, os ambientes do filme mudam constantemente, em uma estrutura pensada para lembrar a progressão encontrada nos jogos.

Exploração, diferentes cenários, armas e situações cada vez mais perigosas fazem parte dessa proposta.

Um novo clipe divulgado durante um evento da PlayStation também mostrou Bryan fugindo enquanto criaturas surgem em meio à destruição de Raccoon City.

A estratégia parece clara.

Em vez de perguntar “como transformar este jogo em filme?”, Cregger parece ter partido de outra questão:

como fazer o público sentir que está dentro de um Resident Evil?

A franquia já tentou vários caminhos no cinema

Essa liberdade criativa não é exatamente novidade para Resident Evil.

Os seis filmes protagonizados por Milla Jovovich criaram uma continuidade própria e fizeram de Alice uma personagem exclusiva das adaptações.

A série encontrou enorme sucesso comercial, mesmo se afastando bastante das histórias dos jogos.

Depois veio Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City.

O filme de 2021 tentou fazer praticamente o oposto, incorporando personagens, locais e acontecimentos diretamente dos primeiros games.

O resultado comercial foi muito mais modesto.

Agora, Resident Evil 2026 parece procurar um terceiro caminho.

Não é uma continuação dos filmes anteriores.

Também não pretende reconstruir literalmente um dos jogos.

A proposta é utilizar o universo, as regras e a atmosfera da franquia para contar uma história inédita.

Se as projeções de bilheteria se confirmarem, talvez essa combinação consiga alcançar um público que nenhuma das abordagens recentes encontrou.

Zach Cregger e Austin Abrams vêm ao Brasil

A campanha do filme também terá uma parada particularmente interessante para o público brasileiro.

Zach Cregger e Austin Abrams anunciaram que virão ao Brasil para promover Resident Evil.

A confirmação foi feita em um vídeo divulgado pela Sony Pictures Brasil, no qual os dois brincam com a própria premissa do longa ao dizer que estão vindo realizar uma “entrega”.

Até o momento, os detalhes da visita e possíveis eventos com o público ainda não foram divulgados.

A presença dos dois por aqui, porém, mostra que o Brasil faz parte da campanha internacional importante da Sony para o lançamento.

E teremos uma pequena vantagem em relação ao público norte-americano.

Quando Resident Evil 2026 estreia no Brasil?

Resident Evil estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026.

Nos Estados Unidos, o lançamento acontece um dia depois, em 18 de setembro.

O filme também foi produzido pensando em exibições premium, incluindo salas IMAX, além de formatos como 4DX, Dolby Cinema e ScreenX em mercados selecionados.

Austin Abrams lidera o elenco como Bryan, ao lado de Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser.

Zach Cregger dirige e assina o roteiro com Shay Hatten.

A estreia também já está listada em nosso Calendário de Lançamentos, onde reunimos as principais datas de filmes, séries, animes e games dos próximos meses.

Ainda faltam quase duas semanas para descobrirmos qual será o resultado real nas bilheterias.

Mas o primeiro sinal é bastante positivo.

Se Resident Evil realmente alcançar os US$ 35 milhões projetados, um recorde que sobrevive desde 2010 finalmente cairá.

Se chegar perto dos US$ 50 milhões sugeridos pelas primeiras vendas, porém, a conversa deixa de ser apenas sobre quebrar o recorde da franquia.

Passa a ser sobre o início de uma nova fase de Resident Evil nos cinemas.

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